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segunda-feira, 26 de abril de 2010

PostHeaderIcon Fefap: Cuidando da quadra junina do Amapá 2010

Quadra Junina: o maior movimento cultural e social do Amapá

“A quadra junina no Amapá é hoje o maior movimento cultural e social, não é a toa que mobilizamos pessoas de todos os níveis, idades e classe sociais, desde dançarinos, e profissionais de primeira para mostrarmos um espetáculo maravilhoso”. É assim que Daiana Ronieli, presidente da FEFAP (Federação das Entidades Folclóricas do Amapá) denomina os atuais festejos juninos. Presidente há três anos, Daiana participa da quadra junina desde 1997 e viu o crescimento e mudança das tradicionais quadrilhas para os Grupos de Aproveitamento Folclóricos, numa transformação que tirou das mães dos brincantes e dos brincantes o trabalho de costurar chita, enfeitar calças jeans e fazer dente e bigode de cortiça, levando para profissionais o ofício de desenhar, criar, costurar e enfeitar moças e rapazes que ainda conservam o desejo de não deixar a festa acabar, mas que ela se prolongue dentro dos padrões atuais.

“O nosso trabalho é de muita responsabilidade, trabalhamos com centenas de jovens e adolescentes a maioria carente,moradores da periferia,sem muita opção, damos a eles um motivo para alegria e para serem aplaudidos, sentirem-se importantes, além disso oferecemos oportunidade de trabalho para pais e mães de famílias, são dezenas de costureiras, marcadores, estilistas, bordadeiras e outros profissionais que mantêm filhos e netos vivendo do momento junino” diz Daiana. A presidente afirma que as quadrilhas tradicionais nunca irão desaparecer, elas apenas tiveram que se adequar para não ficarem para trás. Para mantê-las dentro do padrão tradicional, a Federação vai este ano realizar um festival independente para os grupos tradicionais, que são 20,sendo que as mais antigas têm 30 anos, a exemplo da Broche Vermelho, do Laguinho. “Muitas vezes as tradicionais faziam uma apresentação maravilhosa mas os jurados entendiam que as mais novas se adequavam mais aos quesitos escritos no regulamento, e então vamos valorizar todos os grupos”, diz Daiana.

Antes organizado por ligas, desde a criação da FEFEAP, há sete anos, o movimento junino cresceu a ponto de hoje a entidade ter cadastrado 104 grupos distribuídos em todo o Estado e ter controle nominal dos 14 mil brincantes. “Todos que participam, independente de ser dançarino,miss ou coreógrafo, têm registro fotográfico e documentais para poder participar, até para mudar de grupo temos que ser comunicados”, fala Daiane. A Federação tem hoje o poder de afastar ou dar outro tipo de punição para membros de qualquer grupo que infringirem o regulamento ou se envolvam em confusões.

A quadra junina oficial dura um mês, e além do concurso Garota FEFAP, ela divide-se em etapas municipais, que acontecem nos pólos (Amapá, Santana, Jari e Macapá) e no sub-pólo (Bailique) e para que sejam possíveis as competições, a Federação conta com a parceria do Governo do Estado, Prefeituras e patrocinadores que investem nos grupos. Para que um grupo de médio porte se apresente é necessário um investimento de no mínimo R$ 20 mil para compra dos tecidos, pedras e outras variedades de enfeites, pagamento de marcador, estilista, costureiras e outros trabalhadores. Em 2009 cada grupo recebeu do Governo do Estado R$ 4 mil e os de Macapá receberam da Prefeitura R$ 2 mil, os dois poderes investem ainda na premiação,infra-estrutura do festivais municipal, que acontece no Sambódromo, e o estadual, realizado na área da Expo-Feira.


Mariléia Maciel

Fonte: Site Fefap
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